Esse provavelmente será um besteirol que quase faz sentido na vida real.
Designated Ugly Fat Friend, Amigo/a designado/a feio/a gordo/a, pesado eu sei. Mas realmente é o que mostra o filme. É o filme dos rótulos. Muito engraçado e não tão pesado quanto ao título.
Não recomendado para menores de 12 anos (apesar de que meninos de 12 anos são tão malvados que esse filme nem trisca)
"A jovem Bianca (Mae Whitman) descobre um dia que foi escolhidas pelas amigas de colégio como uma DUFF (Designated Ugly Fat Friend), ou seja uma amiga feia para que elas se pareçam ainda mais bonitas em comparação. Revoltada, Bianca pede a um atleta popular da escola para ajudá-la a melhorar o seu visual."
E no filme o ensino médio norte-americano está demarcado com uma estrutura rígida e perversa, invisível, por panelinhas e grupos hierárquicos.
"Centenas de comédias e dramas americanos apresentam os grupos dos atletas, das garotas belas e populares, dos nerds, dos góticos... D.U.F.F. começa dizendo que esta estrutura sofreu alterações, já que “patricinhas tomam antidepressivos e nerds governam o país”. Neste contexto de mistura de grupos - sem a implosão dos mesmos -, nasce uma nova casta: o D.U.F.F., ou “amigo designado gordo e feio”, de acordo com a sigla em inglês. Ele ajuda os amigo(a)s mais bonito(a)s a encontrar namorado(a)s, e valoriza a beleza alheia pela exposição de sua feiura."
"Este filme tenta fazer com o DUFF o que as comédias dos anos 1980 e 1990 fizeram com os nerds: valorizá-los, colocá-los como protagonistas, com oportunidade de inserção social e autoaceitação. A protagonista da trama é Bianca (Mae Whitman), a clássica DUFF. Quando descobre que faz parte deste grupo, decide mudar e se tornar “aquela que os garotos querem namorar”. A sequência poderia enveredar pelo machismo típico de filmes como Ela é Demais, sugerindo que o caminho para a felicidade feminina passa pela maquiagem, salto alto e poder de sedução. Essa história, felizmente, toma rumos mais ambíguos, tentando fazer com que Bianca melhore seu lado introspectivo, ao mesmo tempo em que se torna uma DUFF orgulhosa de si mesma."
Simplesmente ridículo impor uma auto-aceitação simplesmente porquê é uma DUFF, não deveria ser assim. Rótulos são preconceitos que quanto mais se reforça a necessidade de auto-aceitação, mais se reforça o preconceito. E preconceito de qualquer seguimento. Com essa mentalidade o preconceito nunca será cessado.
A conclusão que tirei, segundo o filme, é que também sou uma D.U.F.F., e ri bastante. Porquê não faz diferença.
Data de lançamento: 30 de julho de 2015 (1h 37min)
Direção: Ari Sandel
Elenco: Mae Whitman, Robbie Amell, Bianca Santos
Gênero: Comédia
Nacionalidade: EUA
NOTA: 4 estrelas só porquê ri muito ...





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